Laura Castro, Misericórdia

ANO 1949.
Victor e Maria Helena, os meus pais, passeavam alegremente pela Baixa de Lisboa.
O Amor que os unia é bem visível e patente na imagem e na leitura deste extrato de uma carta escrita pelo meu pai à minha mãe.
“Minha Maria Helena Repetir que te amo é pouco é muito pouco, eu queria ser mais persuasivo…
Quero-te tanto, vivo tão ligado ao teu viver, que as tuas amarguras são para mim os meus martírios, que as tuas alegrias são para mim os meus prazeres, que a tua vida é para mim razão única da minha…
O teu, o eternamente
Victor”
